A princesa que acreditava em contos de fadas [Resenha Literária]


Livro: A princesa que acreditava em conto de fadas
Autora: Marcia Grad
Editora Presença

No sábado eu comprei um livro chamado: "A princesa que acreditava em contos de fadas". Foi tão bom que li tudinho no mesmo dia. É ótimo quando o livro te dá algumas respostas e quando você se identifica com os personagens.

A história é sobre a princesa Victoria. Ela cresceu sendo obrigada a seguir um código que a proibia de demonstrar seus sentimentos em público. Seus pais embora a amassem, sempre brigavam com ela quando ela agia espontaneamente. Não era próprio para uma princesa cantar com os passarinhos e dançar na frente dos criados. Então, Victoria prendeu no armário a parte mais infantil e autêntica de si, a quem chamava de Vicky. Ela achava que assim seria feliz, e mereceria ser amada pelos pais, mas acabou de coração partido.

Enquanto aprendia a ser "perfeita" como toda princesinha deveria ser, Victoria se machucava pra valer. Um dia por uma força misteriosa foi atraída por uma árvore que ficava depois dos jardins reais. Lá ela conhece Henry Herbert Hoot D.C. que nada mais é do que uma coruja que toca banjo e é um médico especialista em corações partidos. A primeira conversa entre eles não é muito reveladora, ele só explica quem ele é e outras cositas más. Nos próximos encontros porém, ele dá uma série de conselhos incríveis. Vou colocar aqui os meus trechos preferidos:

"A verdade é o melhor remédio. Tome a quantidade que puder com a frequência que puder" (p 107)

"Se você sente dor com mais frequência do que se sente feliz, então não é amor. É outra coisa. Algo que mantém você encarcerada numa prisão medíocre, incapaz de ver que a porta da liberdade está escancarada a sua frente." (p. 132)

"O mais provavel é que você gostará de algumas partes da verdade e não gostará de outras. Algumas partes você adorará, outras, pode odiar. Mas o que é, é, seja bom, mau ou indiferente. E ignorar a verdade não vai mudar isso. Só dá a ela o poder de dirigir sua vida sem qualquer interferência sua." (p. 222)

"A vida é vivida olhando-se à frente, mas é entendida olhando-se para trás." (p. 222)


"E que significa gostar do que a outra pessoa realmente é, não do que você queria ou precisaria que fosse." (p. 271)

Além do problema de Victoria em negar a si mesma, ela tinha um problema muito comum para as mulheres modernas: acreditar que o parceiro tem que ser perfeito e nos levar nas costas quando a vida trouxer dificuldades. Só que Victória descobre que seu principe encantado era tão problemático quanto ela, e em alguns aspectos muito frágil. Ela tentou ajudá-lo, mas ele sempre queria mais e exigia-lhe um amor quase servil.

Com a ajuda de Doc (a coruja), Willie e Dolly a princesa enfrenta o mar das emoções, a Terra da Ilusão e a Terra do É. Nessa viagem, Victória se liberta, aprende a amar a si mesma e prepara-se para uma maior aventura após entender a Verdade que perseguia: "Pois deve-se amar aos outros como a si mesmo, com gentileza e tolerância" (p. 271)

Alê Lemos.

Nota:

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Sobre O Que Tem Na Nossa Estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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3 comentários:

  1. Livro de princesa e eu ainda não li? Não acredito!!!

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    1. kkkkkkk foi bom vc ter esperado, agora já tá baratinho pra comprar.

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  2. Sou completamente apaixonada por esse livro. Acho que li umas 3x kkkkk

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