O príncipe e o mendigo [Resenha Literária]


Livro: O príncipe e o mendigo
Autor: Mark Twain
Outro dia catando uma novidade no sebo, me deparei com esta edição do livro "O Príncipe e o Mendigo" de 1972 da abril cultural. É daquela coleção antiga "Clássicos da Literatura Juvenil" que tem "O Conde de Monte Cristo" e "A ilha do tesouro". Comprei junto com uma edição de "Os Três Mosqueteiros", mas este livro ainda nem li.

Voltando à vaca fria, "O principe e o mendigo" trata da estória de dois garotos: um que nasceu mendigo e se chama Tom Canty e um que nasceu rei chamado EduardoVI, cuja semelhança física era quase miraculosa. Mark Twain escreveu que ele foi filho de Henrique VIII, mas se você está desavisado, este Henrique é aquele que casou várias vezes e só teve filhas, o pai da Elizabeth, a rainha virgem. Em outras palavras, Eduardo VI é um personagem tão fictício quanto Tom Canty.

A história começa com o nascimento de ambos na mesma data. Tom cresceu como mendigo apanhando da avó e do pai e vendo suas irmãs gêmeas e a mãe serem oprimidas igualmente pelos dois parentes bêbados. Tom Canty era amigo de um padre que lhe ensinou latim e lhe emprestava livros sobre reis, guerras e a vida na corte. Dessa forma, o garoto cresceu querendo ser um rei, e sonhava em ver um príncipe de verdade ao menos uma vez na vida. Seu desejo era tão grande que até montou uma corte de mentira em Offal Court, bairro pobre onde morava.

Certo dia Tom foi à residencia real em Westminster. Lá, viu o príncipe, e tomou uma porretada do guarda simplesmente por colocar seu rosto na grade. Horrorizado com aquela situação, Eduardo VI mandou que o mendigo fosse levado à sua presença. Numa pequena sala, conversaram os dois à sós e o pequeno príncipe ficou fascinado pela vida livre que o mendigo levava, e pediu para vestir as roupas do súdito. Quando trocaram as vestes descobriram a semelhança que possuíam, e por uma obra do acaso acabaram mudando de lugar e cada um experimentou a realidade do outro.

Tom Canty tentou explicar ao rei o que tinha acontecido, mas este acreditou que seu filho enlouquecera. A mesma coisa diziam a Eduardo II quando ele se proclamava rei. De modo geral, a narrativa é muito doce, delicada e sensível. Os dois protagonistas tem um caráter maravilhoso e vencem as tentações e humilhações com graça. Eu particularmente adorei este clássico da literatura e espero que vocês curtam também!

PS:Nesta edição são apenas 184 páginas, então seu filho adolescente que não liga pra literatura poderá chegar ao fim sem muito suborno.


Alê Lemos
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Sobre O Que Tem Na Nossa Estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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2 comentários:

  1. Deste jeito a minha lista de livros pra comprar nunca vai acabar, rsrsrs

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  2. Eu amo histórinhas assim, e como vc citou a Ilha do Tesouro, me deu até uma nostalgia aqui.
    Adorei o enredo, não vou prometer que vou atrás porque ultimamente nem tenho conseguido ler os que já tenho aqui :/

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