The Big Bang Theory [Resenha de Séries]




Apesar de ter me interessado pela sinopse da série “The Big Bang Theory” logo que foi divulgada, fiz download de dois episódios e determinei a morte da série por excesso de pessoas feias. A Penny é bonita? É, mas e daí? Olhem bem para eles, todos eles, principalmente o Howard e Amy. Ok, eu não sou linda, mas também não estou em nenhuma série, não em uma que passe na TV.

Os anos se passaram e a série manteve o sucesso e o interesse do público, todo mundo sabia o que era “bazinga”, menos eu. Senti-me em um universo paralelo, completamente excluída. Baixei cinco temporadas de uma vez e comecei a assistir à série com vontade de rir e ri, como eu ri, como eu tenho rido. Não é em todos os episódios que eu fico rindo, tem alguns que me fazem chorar, de rir.

Não é só o fato de eu adorar os heróis mais populares entre eles como Spider-Man, Superman, Batman, Flash e outros, como também ter assistido a todos os episódios de “Star Trek” quando a série passou pela primeira vez no Brasil (sim, eu tenho idade suficiente pra ter visto isso), ter me apaixonado pelo Capitão Kirk e virado admiradora do Spok, me lembrar do dia em que fiquei na fila para assistir “Star Wars” para também me apaixonar por Luke, enquanto todas as meninas se apaixonavam pelo Hans Solo, mas eu gostava mais do Luke, são todos estes fatos acumulados que me fizeram gostar mais ainda de “The Big Bang Theory”.



Além dos fatos relatados acima, tem como não amar e odiar o Sheldon várias vezes em um mesmo episódio? Ele vai aos extremos, e nem sempre ele está errado, não. Na maioria das vezes Sheldon apenas não se deixa influenciar pelas “regras de vida pacífica em sociedade”, ele chuta o balde, mas ele avisa. Ao mesmo tempo em que ele é um super dotado cientista, é uma criança cheia de traumas e uma alma perdida entre o mundo que existe e o que ele queria que existisse e que foge das relações mais íntimas usando as técnicas de lógica do Dr. Spok, isso me faz rir muito. Eu sempre achei que a lógica do Spok nem sempre era lógica, mas faz sentido servir uma bebida quente pra quem está passando por algum problema.

Quantas vezes você já pensou em ser sincero e dizer a verdade pra alguém assim como o Sheldon faz? Eu? Inúmeras vezes, não dá pra contar, não há sequer um número aproximado de vezes em que eu pensei, mas não falei. Magoar de graça no mundo de verdade não gera risos, mas eu adoro o sincericídio do personagem.

Eu acho mais interessante a interação entre Sheldon e os amigos do que a do Leonard e Penny, mas ela existe, fazer o quê? Ela é a ligação dos nerds com o mundo real, mesmo que o mundo real seja tão chato.

O que Sheldon transparece ter em excesso, auto-estima, é o que falta em Leonard, porque ele tem tudo pra ser e pra conseguir e às vezes ele até consegue ser pra logo depois deixar de existir. Eu gosto do Leonard, mas como ainda estou no começo da sexta temporada, fico esperando que ele diga: “Não Penny, eu não sou um objeto para seu uso e desuso.” Mesmo sabendo que ele adora ser apenas isso.

O que são aquelas roupas do Howard? Ele realmente parou na época de Star Trek e nunca mais se trocou! Porém, ele acha que é e o fato dele achar que é o ajuda muito a ser. E a mãe dele? Tem como não sofrer de rir com a mãe dele que ninguém vê? (se ela aparece mais pra frente não me contem, ou contem, estou doida pra saber, mas não vejo a mínima necessidade de conhecê-la). Chego a sentir dor de tanto rir da voz, acho a ideia fantástica, a mãe dele é sempre presente, mas ninguém vê.

O Raj nem precisa falar! Não que eu tenha algum problema em falar na frente de qualquer pessoa, objeto ou animal.

A série é excelente, os criadores exploram o universo nerd da maneira mais inteligente que existe, é impossível não se derreter de rir, a não ser que você seja um chato que não gosta de nada e não sabe se divertir, “The Big Bang Theory” é a dose certa para quem quer ser feliz, nem que seja por 20 minutos por semana.

Alguém me serve uma bebida quente? Pode ser chá mesmo, ou café!

Marise
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Sobre O Que Tem Na Nossa Estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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6 comentários:

  1. Eu sou apaixonada por essa série e esse foi o melhor texto que já li sobre os meninos!!! Ficou tão, tão... como diria Marise?!?! Acolhedor e humanos... eu acho... Eu amo o Sheldon, eu também o odeio... eu chorei horrores em vários episódios de ri e de emoção também sabe... Ser nerd é para os fortes e é fato que as vezes a gente se tranca em nosso mundinho... mas ai tem que sair e o mundo fora de nós é opressivo... enfim... The Big Bang Theory me cativou e eu amei conhecer o seu olhar sobre ela!!! Obrigada por compartilhar!!!

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  2. Pandora, obrigada pelas gentis palavras. Eu acho que é a série que faz isso com a gente, traz uma alegria que contagia. Amo Sheldon, odeio Sheldon, hahaha, queria ser mais nerd, preciso praticar, rsrsrsrs. bjs

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  3. Hoje em dia The Big Bang Theory é a minha série favorita eu nãosóamo o Sheldon como adoro a namorada dele, a Blossom! rsrsrsrsrs

    Bjs, Mi

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  4. Horrível, uma das piores serie que já vi.
    Péssimas atuações, é notavel a tentativa dos atores para tentar fazer "graça", piadas sem graças... e por ai vai.
    Qualquer comédia que tem por ai é mais engraçado que essa serie ai.
    Foi um insulto essa serie ganhar um Emmy mês passado.

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    1. Notável que você não é ligado em referências e não sabe realmente apreciar o humor do formato sitcom... paciência...

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  5. Sheldon Copper é o melhor e séries geral geek é o melhor de tudo, eu gosto muito quando eu vejo isso.

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