A noiva perfeita/Uma noite no deserto [Resenha Literária]



Sinopse (skoob): A NOIVA PERFEITA: Alex Richardson leva a vida de um perfeito playboy, pulando dos braços de uma mulher luxuriante e esbelta para outra. Então por que agora ele está interessado em Isobel, sua pequena e curvilínea amiga de longa data? Alex precisa de uma esposa de conveniência e Bel é sua primeira opção. Chocada com a proposta, ela tem dúvidas sobre esse plano maluco. Mas Alex lhe dá um gostinho de como a química entre eles pode ser explosiva, e ela será incapaz de resistir. - UMA NOITE NO DESERTO Karim al-Hassan pode ter a mulher que quiser, e a pequena e sexy garçonete Lily Finch chama sua atenção. Um olhar leva a um beijo abrasador e, logo, Karim está faminto para se satisfazer com mais um caso passageiro. Na verdade, Lily é mais do que uma garçonete. Bem- sucedida e focada em sua carreira, ela está determinada a nunca misturar negócios com prazer, até que a vagarosa sedução de Karim começa a abalar sua resistência.

Livro: A noiva Perfeita/Uma noite no deserto
Autor: Kate Hardy
Editora: Harlequin

Eu sou uma pessoa que sofre por antecipação, eu preciso ter leituras guardadas para me acalmar quando estou ansiosa e preciso saber que terei o que ler quando eu me despedir de um livro. Por isso, na mesma semana peguei “A luneta Âmbar” na biblioteca Mario de Andrade, comprei “O Duque e eu” e não resisti a um romance de apenas 10 reais na Saraiva, um não, dois da autora Kate Hardy.

Pelo preço, pelo material e pelo enredo eu já sabia o que esperar: um romance ruim! Quer dizer, ruim para leitores exigentes, não para uma pessoa doente por leitura como eu! Colocando em prática meus anos de faculdade de Letras eu diria que os dois livros de Kate são péssimos em enredo, narrativa, envolvimento de personagem, ação, espaço e tempo. Enfim, uma porcaria! Agora, levando em conta meu lado doentio, as histórias são ótimas para passar o tempo.

Os dois livros fazem parte das séries da Harlequin com escritoras Best Seller do USA Today. No primeiro, “A Noiva perfeita”, Alex propõe a sua melhor amiga, Isobel, em casamento para conseguir um emprego e o relacionamento dos dois muda completamente depois disso, revivendo antigas paixões. Já em “Uma noite no deserto”, o deserto quase não aparece e o enredo é sobre Lily, uma empresária viciada em trabalho que se envolve com o príncipe árabe Karim. Apesar da atração mutua, a diferença de cultura e objetivos de vida acaba atrapalhando o casal.

Eu diria que a “A noiva perfeita” é ruim demais! E o fato de Isobel achar que não pode ter filho só porque teve dois abortos espontâneos e nunca ter ido a uma especialista quase me matou com a tentativa de dramaticidade! A premissa do enredo não convence e como os protagonistas eram amigos de infância e só se beijaram uma única vez, a química que de repente aparece me pareceu forçada. Em relação ao espaço e tempo tudo ocorre de maneira tão rápida, com pouca descrição, inclusive sobre os próprios personagens, que impede o leitor de conseguir se conectar com a história ou imaginar os protagonistas. Já em “Uma noite do deserto”, a escritora consegue trabalhar um pouco melhor a história e o leitor consegue ter um pouco mais de apego com os protagonistas.

Uma vez a Aleska comentou alguma coisa sobre mulheres escreverem personagens masculinos, acho que foi sobre um personagem fraco da Meg Cabot, isso não saiu da minha cabeça, apesar de adorar todos os homens da Meg, Granville (de “Aprendendo a Seduzir”) mais do que qualquer outro. No entanto, foi só começar a ler sobre o Alex de “A noiva perfeita” que entendi o que ela quis dizer! Meu Deus, Alex parece uma mulher apaixonada! E quantos clichês nas falas do personagem! 

Só para esclarecer, eu não odeio clichês, aliás, acho que romance sem clichê não é romance! Não vejo nenhum problema um autor trabalhar com clichê, mas a diferença entre um bom autor e um péssimo autor é como ele trabalha os elementos mais óbvios. O clichê, por mais esperado que seja em romances podem ser bem trabalhados a ponto de nos envolver, assim como a Meg, a meu ver, consegue fazer em seus romances. Porém, nos caso dos livros de Kate isso não acontece, já que tudo ocorre muito rapidamente, como se ela precisasse contar a história em poucas páginas. Aliás, vai ver que foi isso mesmo!

Resumindo: os livros servem para passar o tempo. Lerei mais algum do estilo? Claro que sim! Se eu indicaria para alguém? Claro que não! A não ser para alguém que seja masoquista como eu, que adora um romance, mesmo que ele seja de pura água com açúcar!

Nota: 





Michele Lima
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Sobre O Que Tem Na Nossa Estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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4 comentários:

  1. Também sou igualzinha a você, não posso ficar sem uma garantia certa de livro para ler depois que terminar o que estou lendo...é uma necessidade, né?
    Olha...o livro você comprou baratinho mesmo, mas pena que não gostou. É ruim quando nos decepcionamos com algum livro ,né?
    Beijos!
    Paloma Viricio-Jornalismo na Alma.

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  2. Pois Paloma, acho que somos viciadas!!! Eu comprei outro pelo mesmo preço recentemente e dessa vez pelo menos eu gostei!!

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  3. Caí de costas aqui prefeita! Você citando a minha chatice literaria foi demais. Acho que critiquei os mocinhos que parecem mulher, mas não em todas as obras da meg, só na garota americana. Em A seleção tb vejo isso, mas Kiera Cass resgata a masculinidade do Maxon contando as safadezas que ele fazia com a bonitona má do concurso.

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  4. Alê, foi isso mesmo, foi sobre o personagem de A garota americana! E concordo que a Kiera resgatou a masculinidade do Maxon quando ele pega a bonitona má, mas conseguiu resgatar da pior forma possível, né? rsrsrsrsrs

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