Autobiografia literária

Boa noite amigos da blogosfera!

Eu estava conversando com Pandora, e ela me fez perceber como estou escrevendo pouco para o blog. Infelizmente, não tenho um post novo, então trouxe esse aqui de um outro blog porque é um texto que eu gosto muito. Espero que vocês gostem também da minha autobiografia literária!
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Durante a infância eu tive muitos livrinhos fofos, mas só lembro de dois: Bulunga o rei azul e a A Centopeia. O engraçado é que apesar de ter relido unas 500 vezes, não lembro do enredo da Centopeia, só lembro que eu gostava muito (tinha uns 8 anos quando li para a escola). Já o Bulunga  eu lembro até hoje. Ele até inspirou um poema meu, chamado Óculos cor de rosa.

 O rei Bulunga era um gato que usava óculos de lentes azuis, e só gostava dessa cor. O problema acontece quando ele começa a gostar de uma gata que tinha uma cor diferente, não sei se era rosa ou branco, mas Bulunga aprende que a cor é o que menos importa.

Acredito que não li muito depois disso, pelo menos até eu ter uns 10 ou 11 anos. O fato que iria mudar minha vida totalmente, é a adesão da minha família ao Espiritismo.  Todos começaram a ler romances psicografados  e eu meio que fiquei isoladinha no início, por não ter o hábito de ler enraizado, como tenho hoje. Então , para não morrer de tédio com a sessão da tarde, acabei entrando na onda, e acho que eu fui a que leu a maior quantidade de romances desse gênero na família. Fui mais longe que todo o resto.

Hoje em dia, apesar de não ser mais espírita, ainda figuram na minha lista dos 10 mais queridos, dois romances espíritas: O morro das ilusões e Quando a vida Escolhe. O bom dessa literatura, é que ela mostra personagens que erram pra caramba, mas que nem por isso são ruins, sempre tem alguém que ama sinceramente o vilão. Sem falar que rolam várias lições de vida.

Durante  a adolescência, porém, li outros livros também que eram bem profanos. Eu tinha uma relação de amor e ódio com os harlequins, porque tinham uma formuleta de bolo irritante, mas uns até dava pra gostar bastante, como  A Bela e a Fera. Eles tinham umas piadas muito esdrúxulas, sem falar que possuíam todo aquele açúcar romântico com personagens masculinos "protetores" e ciumentos, mesmo que a protagonista não fosse essa coca cola toda. Nessa época ainda não conhecia a Jane Austen, então meio que não sabia bem o que era um romance de verdade. Li muito Norah Roberts e Barbara Delinsky até o fim do segundo grau, mas essas histórias serviam de substitutos para os romances de aventura e fantasia que estavam em falta naquela época. Aliais, até tinha alguns como o Harry Potter e o Senhor dos Anéis e também os livros do Bernard Cornwell , que eram o ponto alto da minha estante, mas a velocidade de publicação (de livros que me agradassem) de boas obras era bem lenta.

Não tive muito contato com os clássicos. Li Iracema, 5 minutos e a Viuvinha, O Santo Inquérito, A Escrava Isaura, Lucíola e larguei pela metade Macunaíma, Senhora e Memórias Póstumas de Brás Cubas. Também não consegui ler até o fim os contos de Drummond, a pesar de ter gostado do que li. Acho que na época eu não estava acostumada com fins trágicos, que excetuando Drummond, 5 minutos e a viuvinha e a Escrava Isaura era a maior tônica dos clássicos. Ainda tenho planos de voltar a lê-los, antes de libertá-los nos próximos book crossings.

 Os únicos clássicos que tenho verdadeira paixão sãos os escritos por Jane Austen, que por mais que alguns personagens nos causem raiva, as tramas compensam. O amor por Jane começou num dia que eu trocava os canais da net procurando algo interessante para ver, quando aparece o título: "orgulho e Preconceito". Acho que dei uma olhada rápida na sinopse e me encantei com as músicas de Dario Marianelli no piano. Depois que acabou fui logo na wikipedia ler sobre o filme, e adorei a ideia de ter 6 livros dela. Li todos os livros bem de vagar por medo de voltar a ser órfã literária, e agora estou a procura das séries.  É meio dificil saber o que fazer da sua vida depois que já leu tudo o que podia do seu autor favorito, aí você revê tudo até estar disposto a seguir adiante.

Ah, eu já ia me esquecendo! Também sofri influência dos mangás. Acho que não foi algo muito forte na  minha escrita, mas com certeza no desenho (eu também desenho^_^, acho que quando eu escrever meus livros vou ilustrá-los). Eu adoro YUYU HAKUSHO, SAMURAI X, SAKURA CARD CAPTORS, INU YASHA, RANMA1/2, NARUTO e MERU PURI.  A forma como eles tratam alguns assuntos me dava muitas ideias de histórias. Uma vez li que Van Gogh se inspirou num tipo de pintura japonesa, e eu bem entendo porque. Edward Said diria que meu comentário é "orientalista", mas acho que no Oriente, eles tem uma forma de se expressar diferente, e por vezes mais complexa, que abre alguns horizontes em nossas mentes. Eu fiz algumas tentativas de escrever uma HQ mas não deram certo. Acho que alguma forma me faltava disciplina para controlar minha criatividade, que mais parece um cavalo desgovernado, diga-se de passagem. 

Bom, agora eu os deixo curtindo essa madrugada na internet, espero que não muito entediados. Um beijo!

Alê Lemos
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Sobre O Que Tem Na Nossa Estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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7 comentários:

  1. É engraçado como nossa lembramos do que a gente lia na nossa infância e juventude. O primeiro livro que lembro de ter comprado e lido foi Pollyanna e Polyanna Moça. E depois li todos os da Agatha Christie. Nunca fui de ler romances de banca. Li muitos clássicos brasileiros, todos romances. Não gosto de contos. José de Alencar e Machado de Assis são os meus preferidos. Depois pulei logo para os russos que são os meus xodós. Li só dois livros da Jane, gosto muito dela também. E esses mais novos: Harry Potter, crepusculo e cia ltda nunca li. rsrs
    Beijos
    adriana

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    1. Eu tô aprendendo agora a gostar de contos, mas só pelo q vc falou eu vejo q tem bom gosto. Não perdeu nada por não ler romances de banca kkkkk mas Harry Potter é um amor de livro. Crepúsculo só quem defende é a Pandora kkkkk

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  2. Alê, vc sabe que leio mangás até hoje, né? E não sou verdadeiramente apaixonada pela Jane Austen, mas adoro Machado de Assis, Graciliano Ramos, Dumas (pai) e Manuel Bandeira. Acho que os primeiros livros que li foram os contos de fadas e depois aqueles livros da série Vaga-lume, mas na oitava série, com treze anos, tive contato com a Agatha Christie e com Capitães de Areia, acho que foi um marco na minha vida literária!

    Enfim, excelente post!!!

    Beijocas

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  3. Muito bom, legal. Legal o fato de você começar no "mundo dos livros" tão cedo. legal mesmo, é uma pena que eu não tive essa aventura. Tipo, quase nunca lida nada, só livros didáticos mesmo. Só comecei mesmo a se interessar há pouco tempo. Onde comecei ler livros de Agatha Christie, foi quando me tornei super fã dela e romances policias.
    Hoje meus três autores favoritos são: Agatha Christie, Sidney Sheldon e claro ele, George RR Martin.

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    1. é rss e eu acompanhei isso bem de perto né seu alano? kkkk Obrigada por não me deixar no forever alone!

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  4. Oi Alê, adorei conhecer um pouco de sua vida através de sua experiência literária que você chamou de "autobiografia literária". Escrevi algo parecido no meu blog há alguma tempo. Seguem dois links pra quem tiver curiosidade de ler: (http://verdadesdeumser.com.br/2014/02/26/cinco-livros-para-ler-antes-de-morrer/) e (http://verdadesdeumser.com.br/2014/02/23/respondendo-uma-tag-sugerida/)
    E vou pedir sua licença pra escrever também a minha (citando a fonte de inspiração, claro!)

    Sou Alberto Valença do blog Verdades de um Ser e colaborador do blog Meu pequeno vício.
    http://verdadesdeumser.com.br
    http://meupequenovicioo.blogspot.com.br

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