Advinha quem vem pra jantar? [Resenha do Filme]

Esse é um filme de 1967 cujo tema é o racismo. Na contracapa, obtemos a informação de que foi um dos filmes mais importantes sobre o preconceito e que ajudou muito nos debates raciais dos Estados Unidos.

A história começa no aeroporto. John e Johana estão voltando do Havaí para visitar os pais da moça em São Francisco. John está nervoso porque será apresentado como noivo de Joey para Matt e Christina Drayton. Até aí tudo parece normal não é? O "problema" é que John é um médico negro e a sociedade da época ainda era mega racista (alguns estados americanos proibiam casamentos inter-raciais), e portanto, todas as suas conquistas profissionais (ele era um médico famosos e tivera bons projetos no mundo todo) poderiam não adiantar aos olhos dos futuros sogros.

Johana no início parece estar muito confiante na aceitação dos pais. Matt e Christina foram ativistas na luta contra o preconceito racial, e portanto não eram pessoas preconceituosas na visão da filha. Porém, John parecia saber o que lhe esperava. Sua noiva de 23 anos, era uma menina inocente que realmente não tinha preconceitos e que parecia viver num mundo a parte, porém, o médico parecia entender que por mais que uma pessoa seja boa, ela ainda guarda seus preconceitos dentro de si.

Quando finalmente é anunciada a intenção de casamento, Matt e Chris ficam em estado de choque. Preocupam-se com as dificuldades que sua filha vai enfrentar e com o preconceito que os netos sofreriam, mas ainda sentem alguma desconfiança quanto a John, pois o pai liga para a sociedade de medicina para saber se a história que Prentice (John) diz sobre si é verdade. No entanto, a confusão nem começava a se armar direito ainda. Os pais de John também acabam sendo convidados para jantar e uma verdadeira arena se arma, mostrando que até a empregada negra era racista contra sua própria etnia.

Acho que até para os dias de hoje essa película pode ser usada para discutir o preconceito. A diferença de nossa época para a época de John e Johana, é que o racismo foi criminalizado e por isso as pessoas se habituaram a escondê-lo na maior parte do tempo, o que não quer dizer que não ajam de acordo com ele.É muito difícil para as pessoas se enxergarem como iguais, como seres da mesma espécie: a humana. Acho que tem prazer em se diferenciarem com motivos bestas e crerem que são melhores que alguém. Bom, acho que já estou viajando muito. Agora é hora de ouvir vocês. O que vocês acham de tudo isso?

Um abraço, Alê lemos

Nota:



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Sobre O Que Tem Na Nossa Estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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6 comentários:

  1. Filme polêmico e super atual. Racismo é presente não só nos EUA como aqui no Brasil. E é um racismo da própria raça mesmo. Esse ator é o Sidney Potier? Acho ele lindo! E o filme deve ser mesmo muito bom. Não assisti, e é que amo esse tipo de filme.
    Beijos
    Adriana

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  2. um filme tão antigo, mas com questões tão atuais!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  3. Os filmes americanos que abordam o racismo dessa época em geral são excelentes, verdadeiras aulas de história. Por um lado, a sociedade mudou, mas por outro lado, ainda estamos muito longe de um mundo livre de preconceitos.

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  4. Não conhecia o filme, mas me interessei em assistir. Infelizmente é bem o que você falou, as pessoas escondem por ser crime, mas ainda o fazem. Vê-se os jogadores de futebol chamados de macaco o tempo todo. Tenho um cunhado negro e quando ele pediu a minha irmã em namoro pro meu pai ele ficou com um pé atras em aceitar, pelo o que a família ia pensar. graças a Deus ele mudou esse pensamento.

    Blog Prefácio

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  5. Isso me lembrou O Diabo Veste Azul, que pra mim é um dos filmes mais legais do Denzel Washington, só que o racismo lá é direcionado a uma mulher. Vale a pena assisti-lo. Olha, esse é um assunto q continua muito atual e q precisa ser cada vez divulgado. Adorei a resenha! bjooo

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