Para Sempre Alice [Resenha do Filme]


TEM COMO ESSA MULHER FICAR MAIS SEXY? EU ACHO
QUE NÃO TEM COMO ESSA MULHER FICAR MAIS SEXY


Eu adoro a Julianne Moore. Ela é magnífica. Ela é uma presença constante em muitos dos filmes que eu assisto há anos, e nos últimos tempos, se tornou a razão para que eu assistisse alguns filmes. Todos os filmes que assisti com ela foram fenomenais (com exceção de O Sétimo Filho, mas vamos fazer um favor a todos e esquecer que esse filme existiu. Que nem nós fazemos com Elektra.). Jaci, não me olha assim, eu ainda nem falei que a Julianne é o protótipo da MILF perfeita.


Moore e Hopkins na cena mais íntima de Hannibal.
Ela interpretou, entre outros, A Mulher do Médico em Ensaio sobre a Cegueira, Alma Coin em Jogos Vorazes: A Esperança, Catherine Stewart em Chloe: O Preço da Traição e Clarice Starling em Hannibal (a sequência de 2001). Julianne fez uma Clarice maravilhosa, e eu a amo por isso, mas a Jodie Foster sempre vai ser a minha Clarice.

É interessante assistir Para Sempre Alice junto com Ensaio Sobre a Cegueira. Ambos são filmes íntimos e sofridos, em que Julianne Moore interpreta papeis que são como duas faces de uma mesma moeda.


-Não vou esquecer sua voz.
-E eu não vou esquecer o seu rosto. (Ensaio sobre a Cegueira)


Há alguns meses, Para Sempre Alice foi lançado, e eu fiquei curioso para assistir. Final de semestre, muitas complicações, acabei deixando para depois. Fiquei muito feliz ao saber que ela finalmente ganhou um Oscar por este papel. No encerrar das luzes, quando o filme estava prestes a sair de cartaz, eu reservei um tempo e fui ao cinema para ver o filme. Foi uma das melhores coisas que fiz.

Capa do livro. E poster do filme.  Eeeeei!
Não me julguem, tenho que manter a
proporção imagem/texto aceitável!


Para Sempre Alice é um drama baseado num livro homônimo, publicado em 2007 por Lisa Genova. Conta a história de Alice, uma muito bem sucedida professora universitária de Linguística, extremamente ativa e altiva, que, durante uma palestra, esquece a palavra “léxicon”. No dia seguinte, ela sai para correr no campus e se perde. Após realizar testes com um neurologista, o resultado é que ela tem uma rara forma de Alzheimer precoce genético.

O filme segue a relação dela com os filhos (cujos genes jogaram uma moeda para o alto), o marido e como ela lida com a doença. Para ela, tão inteligente e, como ela diz, definida pelo intelecto, uma doença debilitante é pior do que câncer. A filha mais velha que se afasta. O marido, frustrante e que à primeira vista é insensível, frustrante, mas que é redimido por uma cena que explica o porque de ele agir de maneira tão nonchalant. É compreensível, mas não perdoável. A filha mais nova, interpretada por Kristen Stewart, foi uma surpresa. Quando a vi em tela, odiei. Não gosto dela, acho mais sem sal do que comida de hipertenso, mas conforme o filme foi evoluindo, fui abrindo um pouquinho de espaço para ela. Até nisto o filme me tocou. É incrível o quanto Alice vai perdendo. O decaimento dela, em especial nas mãos.


Essa cena... 
Em uma atuação literalmente digna de um Oscar (literalmente porque ela ganhou um Oscar por esse papel, entenderam? AH FOI ENGRAÇADO, EU SEI QUE FOI), a Moore nos leva numa montanha russa emocional dura, emotiva e tensa, incluindo pena, indignação, empatia e... Dor. Em duas cenas ela faz piada consigo mesma, e eu fiquei me sentindo a pior pessoa do mundo por ter rido de uma delas.  O segundo alívio cômico é bem mais leve, mas não menos doloroso: na mesma cena, com um intervalo de apenas 30 segundos entre uma ação e outra, vamos do riso às lágrimas.

E esta é a grandiosidade do filme: Para Sempre Alice te invade, te penetra, atacando a mais segura fortaleza do seu coração negro, pequeno, peludo ou de pedra, e o destrói. É muito difícil que eu me emocione com uma obra de arte (digo arte aqui no sentido mais aberto possível). A última vez que chorei por uma obra foi Como Treinar seu Dragão 2 (se você já viu, sabe qual foi a cena), mas antes disso, já levava facilmente 10 anos sem verter uma lágrima por qualquer outra.


E é assim que eu me lembrarei de Julianne Moore, e de Para Sempre Alice: o filme que me fez chorar.







Rafael
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Sobre Rafael Castro

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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3 comentários:

  1. Olá Rafael
    Eu sou apaixonada por cinema e eu também adoro a Julianne :)
    Concordo com você que ela fez uma ótima Clarice e que Jodie Foster sempre vai ser a Clarice... (fugindo um pouco do assunto, li todos os livros do Thomas Harris e vi todos os filmes #soufã)
    Sobre o filme Para sempre Alice, eu ainda não assisti, mas com certeza vou ver ainda essa semana, pois esse é um dos filmes que estão na minha lista.
    Parabéns pela resenha, ficou 10!
    ps: você tem cadastro na rede social de filmes? O filmow?
    Beijinhos
    Renata
    Escuta Essa

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  2. Oi Rafael!
    Que linda análise, eu também gosto muito da Julianne Moore e me surpreendi com sua performance em Ensaio sobre a Cegueira. Meu coração é de manteiga e acho que vou desidratar quando assistir Para Sempre Alice.
    Beijos... Elis Culceag. * Arquivo Passional *

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  3. HSUAHSAIH o seu comentário sobre "O Sétimo Filho" morri xD
    Eu não consegui ver "Para Sempre Alice! no cinema, mas depois da sua resenha quero muito ver esse filme de qualquer jeito. Adoro filmes que nos tocam de alguma forma, ainda mais se conseguirem fazer a gente chorar. Parabéns pela sensibilidade da resenha! Bjo :*

    Tici | www.bibliophiliarium.com

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