Glee [Resenha de séries]



Eu adoro música. Quase qualquer música, porém sou mais inclinada pro Rock e geralmente não gosto muito de versões. A gente ama uma música e vem um cantor qualquer, muda o ritmo, muda o arranjo e destrói a música com todos os seus sonhos junto. É trágico deste jeito mesmo!

Um dia, navegando por aí, vi um vídeo no qual um time de futebol americano dançava e cantava Single Ladies. Fiquei sabendo que era de uma série musical chamada Glee que estava encantando o mundo inteiro. Eu precisava assistir aquela série com urgência! Coisa de vida ou morte. E assim eu comecei a assistir, amar Glee e achar que muitas das versões cantadas por eles são melhores que as versões originais! Com a série eu conheci muitas músicas e ouvi arranjos sensacionais, vozes de anjos (apesar de nunca ter ouvido um anjo cantar) e explosões de charme de alguns atores e atrizes.

A história da série é básica, bem clichê com toques de humor e drama. O professor Will Schuester que se sente fracassado e se apaixona pela orientadora da escola, Emma, que é cheia de manias e medos de germes. Eles querem ajudar alunos que sofrem bullying na escola e, apesar das barreiras que Sue Sylvester, a treinadora das líderes de torcida da escola impõe simplesmente porque odeia as ondas dos cabelos do professor e qualquer tipo de arte, ele consegue montar um coral e conquistar um grupo de alunos que luta com todas as suas forças para vencer as competições, apesar de todos os pesares, complexos, dramas de identidade e orientação sexual. Os alunos enfrentam os problemas cantando e seguem sendo humilhados por jogadores de futebol, até que um deles acaba entrando para o coral.



O que poderia acontecer em uma série clichê? Finn, o jogador bruto, acaba se apaixonando pela aluna complexada Rachel Berry, que tinha a arrogância como mecanismo de defesa e é amiga do carinha gay, Kurt. Pelas vestimentas, o modo de falar e de se comportar, todos sabem que Kurt é gay, mas ele sofre o drama de ter que contar para o pai, já que a mãe é falecida. Outros personagens incluem o cadeirante Artie, os asiáticos Tina e Mike, as cheerleaders Brittany, Quinn e Santana. Brittany é uma loira bobinha que dança demais. Quinn fica grávida na adolescência e Santana ofende todo mundo. O loirinho com uma boca enorme é Sam. A negra Mercedes canta muito e namora o loirinho de boca grande. Puck é o revoltado e Darren Criss interpreta Blaine, que é tipo assim meu preferido (perdendo só pra Rachel).

                       
Os maiores rivais do coral New Directions, Warblers:

A história se desenvolve dentro da escola: a treinadora das líderes de torcida tenta acabar com o coral, o professor luta pelo coral, o diretor luta pra se defender de todos e os alunos cantam. Típicos contos de adolescentes problemáticos com vários personagens que vão e vem, vários convidados famosos e muitos dramas. A maior parte, rápidos, mas alguns longos demais. Ainda assim, eu assistia mesmo e adorava.

                       
O New Directions cantando Michael Jackson

A série foi criada por Ryan Murphy, o mesmo que escreve American Horror Story e que escreveu Nip Tuck, pra mim é uma das séries mais polêmicas que já assisti. Glee ia bem até o momento em que os personagens cresceram demais, tanto nas performances como na idade: eles não podiam mais continuar a estudar na mesma escola e alguns deles foram para New York. Para mim, isto fez a série decair demais e as histórias ficarem sem graça, mas, como as versões musicais continuavam fantásticas, eu continuei assistindo. Então Cory Monteith, o ator que interpretava Finn, morreu de overdose em um hotel em Vancouver. A série já estava perdida sem saber onde se situar, se em NY ou na escola em Lima com novos alunos no coral e se perdeu ainda mais, já que o personagem de Cory fazia par com a principal personagem feminina, a Rachel, na ficção e na vida real e fazia o maior sucesso na série e fora dela, tendo papel central na maior parte das histórias da série.

Eu pessoalmente fiquei revoltada. Quando a gente não vive o problema, é difícil entender. Um jovem que tinha tudo, dinheiro, sucesso, um personagem carismático cheio de fãs, família, namorada, prestígio e precisou das drogas pra sobreviver, morreu e matou a série junto com ele. Mas só ele devia saber da dor que não cabia dentro dele e por isso não deve ser julgado, muito menos condenado.

Glee foi cancelada. O anúncio foi feito antes mesmo de encerrar a quinta temporada e seus 24 episódios foram reduzidos a 13 para contar o que aconteceu com os personagens.

                         
O New Directions cantando Queen

Ainda não assisti. Os 13 episódios estão no computador junto com as legendas, mas eu ainda não tive coragem. Apesar das histórias clichê e dos dramas adolescentes, eu gostava das músicas e achava até bonitinhas algumas das histórias, me divertia, me deixava leve, cantava junto, tirava da série minha playlist e ia ouvindo pelo caminho em direção ao trabalho. No entanto, eu não consigo juntar coragem suficiente para começar a assistir os últimos episódios porque vou precisar de ajuda psicológica e alguém para segurar minha mão, porque eu vou chorar. Tenho certeza de que vou chorar porque vão homenagear o Finn/Cory e principalmente porque a dor do final desta série não é falada: é cantada, e nada penetra mais fundo na alma do que música.

Assim que eu cair em mim e reconhecer que estou velha demais para chorar feito criança, eu assistirei e verei aqui contar o que achei, claro que depois que enxugar minhas lágrimas e esgotar minhas dores.

Atriz/Ator Personagem

Lea Michele Rachel Berry 

Darren Criss Blaine Anderson 

Chris Colfer Kurt Hummel 

Matthew Morrison Will Schuester 

Jane Lynch Sue Sylvester 

Amber Riley Mercedes Jones 

Jenna Ushkowitz Tina Cohen-Chang 

Kevin McHale Artie Abrams 

Dianna Agron Quinn Fabray 

Naya Rivera Santana Lopez 

Heather Morris Brittany S. Pierce 

Jayma Mays Emma Pillsbury 

Mark Salling Noah "Puck" Puckerman 

Harry Shum Jr. Mike Chang 

Cory Monteith Finn Hudson 

Chord Overstreet Sam Evans 

Nota:






Marise
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Sobre Michele Lima

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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4 comentários:

  1. Eu adoro música, mas não gosto de musicais, programas de televisão com competição musical.
    Sei lá. Simplesmente não gosto.
    Mas a resenha ficou legal. Eu detesto quando séries são canceladas, especialmente aquelas que estamos acompanhando.
    Abraços,
    http://diegomorais18.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Diego, é difícil mesmo enfrentar os cancelamentos, mas todo dia nasce uma série nova! Obrigada por comentar!

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  2. Sou apaixonado por Glee. Apesar de não ser amante de músicas, essa série me apresentou várias músicas legais. Concordo contigo a respeito de quando alguns aluno se formam e tem que sair do colégio, as histórias parece que perderam o sentido, e além do fato de ter menos da Quinn. Ainda não tive coragem de ver a quinta temporada, porque é a última do Cory e acredito que não estou preparado para isso.

    Abraços!
    http://macaliteraria.blogspot.com.br/

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  3. Eu sou péssima em acompanhar séries. Sempre perco os capítulos e enfim...não dá. Raras séries eu acompanhei até o fim. Todos falam muito bem, ainda mais quem curte música.
    Beijos,
    Monólogo de Julieta

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