Os imortais de Meluha [Resenha Literária]


Livro: Os Imortais de Meluha, vo. 1 da Trilogia Shiva
Autor: Amish Tripathi
Ano:2014
Editora: nVersos

Desde que a nVersos me prometeu esse livro no início da nossa parceria, fiquei muito ansiosa para ler. Quando finalmente recebi, não me decepcionei. Na capa, há várias opiniões positivas sobre a trilogia e a que me chamou mais a atenção foi a do "Hindustan Times", que comparava a obra com "o Senhor dos Anéis" de Tolkien.

O livro e os brindes da editora!

Não sei qual a importância de Amish para a literatura da Índia, talvez ele acabe virando um clássico como a "Saga do Anel", mas acho a narrativa de Amish mais parecida com a de Bernard Cornwell. Digo isso, porque pelo pouco que li do Tolkien não vi personagens femininas tão fortes quanto a princesa Sati ou estratégias de batalhas tão ricas. Já em Cornwell, há muitas mulheres inteligentes, batalhas inteligentes e conversas filosóficas sobre a fé, a religião , a sociedade etc, assim como em "Os imortais de Meluha".

É claro que o charme da história é a pegada oriental de Amish, que nos explica o sistema de castas, a formação do símbolo  sagrado do OM, sobre os rios sagrados da Índia, sobre os vikarmas, sobre os diferentes povos que viviam no território que hoje conhecemos como "Indía" e sobre a profecia do "Neelkanth". Sobre isso, bem, os povos que viveram após Lorde Ramma e Lorde Rudra acreditavam que um estrangeiro beberia do "Somras" (uma espécie de elixir da juventude) e ficaria com a garganta azul, e por isso ele seria o destruidor do mal. Para quem não sabe, os deuses hindus muitas vezes são representados na cor azul para indicar sua evolução espiritual, então, uma garganta azul quer dizer muita coisa não é? E é dessa forma que Shiva, um lider tribal tibetano que entra no território Suryavanshi, vira um lorde, ou melhor um Mahadeva.

Shiva me surpreendeu muito por não ser o tipo de herói comum na literatura ocidental. Quer dizer, ele até tem um trauma do passado que consome sua consciência e não aceita de cara sua missão, mas ele se destaca por ser alguém que busca crescer e ser justo, ético (me identifiquei) e é contestador, apesar de humilde. Ele valoriza pessoas que vivem de acordo com a lei de Ramma, mesmo que não gostem dele (do Shiva) e com tudo isso (mais a sua inteligência e intuição em batalha) vai conquistando  a todos e descobrindo a verdade por trás dos discursos mal intencionados.


A única coisa que não entendi foi o deslumbre do herói com a Sociedade dos Suryavanshis. É claro que uma sociedade com medicina avançada e que mulheres tem a opção de exercer qualquer profissão é legal, mas o sistema Maika, a lei dos vikarmas e as castas me pareceram chocantes. Desde o início achei muito estranho aquele papo do imperador Daksha para convencer Shiva de que eles eram uma sociedade ideal, mas enfim eu sou ocidental né? É claro que a cultura brâmane me pareceria estranha, mas mesmo assim, eu achei apaixonante essa leitura. A história é contada lentamente, mas não dá para se entediar porque volta e meia tem umas cenas fortes de luta, intercaladas com questionamentos filosóficos, bem como a sustentação do suspense e da rivalidade entre as nações até o ultimo instante.

Estou bem ansiosa pelo volume 2 "O segredo dos nagas", que em breve chegará para eu resenhar também. Aguardem !

Beijos e 5 harrys para Os imortais de Meluha.


Alê Lemos.
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Sobre O Que Tem Na Nossa Estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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4 comentários:

  1. Bela resenha, cara Aleska. Com certeza vai pra minha lista de leituras.
    Lucas Borba

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  2. Tenho aquele certo hábito de comprar um livro pela capa. Na maioria das vezes, é isso o que faço, e isso se repete com esse livro. Tem uma capa linda, e a história parece ser incrível. Com certeza vai para minha lista.

    Abraços,

    Jessé Diniz

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    Respostas
    1. Acho que não vai se arrepender Jessé!
      Um beijo da Alê Lemos.

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