The Sandman: Apresentação [Parte 1]

Sound of Her Wings, by andrewmar

Sandman é arte! Tão simples assim. As hqs são coisas antigas, as modernas já tem coisa de 80 anos. Mas até pouco tempo atrás não eram consideradas arte.

Sandman é superlativo! Nele Gaiman conseguiu ligar opostos para geminiano nenhum colocar defeitos! Pode ser de fácil leitura e denso; é lindo e é as vezes é feio; te convida e te incomoda; te faz navegar pelo vasto mundo dos sonhos e ao mesmo tempo fincar ancora. Dialoga com milhares de clássicos da literatura ocidental (Freud, Shakespeare, Perrot, Andersen, Grimms etc) e ao mesmo tempo é original.... Dialoga com os mitos gregos, romanos, celtas e é em si uma mitologia original. Só a ARTE pode unir tantas coisas e ser um HQ completamente ORIGINAL.

Eu, Pandora, e o Rafael somo fãs e colecionadores da série e dos trabalhos do Neil Gaiman, então, sobretudo para nosso prazer, decidimos falar sobre a série aqui. Como são muitos volumes decidimos dividir a série em sabe Deus quantos posts. Esse é o primeiro, trata-se de uma apresentação da série. 

O divisor de águas deste gênero foi, sem dúvidas, Sandman, sendo um dos primeiros quadrinhos a entrarem na lista dos mais vendidos do The New York Times, um outro prêmio do IGN de melhor quadrinho. Vários números e artistas relacionados ganharam outros prêmios. Mas ganhar ou não prêmios não é garantia de qualidade ou de falta de, todos sabemos. Isto é algo secundário, apenas números. O legado que a obra deixa que é importante. O de Sandman, é acima de tudo, a definição deste gênero como um produto artístico, sério e reconhecido. Um escritor de projeção internacional. Uma franquia longa e muito lucrativa. Milhares de leitores espalhados pelo mundo que anseiam por mais um instante de Sonho.

Sandman teve 75 números na sua série principal, entre 89 e 96. Em 2003, teve mais uma edição com sete números. Desde dezembro de 2013, uma nova edição com 6, todas escritas pelo Gaiman. Há várias outras séries ambientadas e baseadas no universo de Sandman, todas elas filhas, spinoffs. A mais notória é, possivelmente, Lucifer.  Gaiman contou a história do "Senhor dos Sonhos" em 13 Arcos, em 2005 a Conrad fez publicar essa série no Brasil dividida em 10 volumes:

1. Sandman: Prelúdios & Noturnos (The Sandman #1-8)
2. Sandman: A Casa de Bonecas (The Sandman #9-16)
3. Sandman: Terra dos Sonhos (The Sandman #17-20)
4. Sandman: Estação das Brumas (The Sandman #21-28)
5. Sandman: Um Jogo de Você (The Sandman #32-37)
6. Sandman: Fábulas & Reflexões (The Sandman 29-31, 38-40,50, Sandman Special #1 and Vertigo 7. Preview #1)
7. Sandman: Vidas Breves (The Sandman #41-49)
8. Sandman: Fim dos Mundos (The Sandman #51-56)
9. Sandman: Entes Queridos (The Sandman #57-69 and Vertigo Jam #1)
10. Sandman: Despertar (The Sandman #70-75)

No Brasil, que eu tenhamos conhecimento, foram quatro edições distintas publicadas. A primeira foi pela Globo, do final da década de 80 até 90, com números individuais divididos em 13 arcos,  com encadernação em brochura. São raras, são caras. No Brasil, esta é a única edição que ostenta as cores originais. The Sandman foi retocado e recolorido posteriormente para as brochuras americanas, sempre com a aprovação do Gaiman. (ah, a propósito: entenda americana como internacional e/ou oficial, The Sandman é uma revista americana de pai inglês.).

Eu tenho 4 vol. da publicação da Globo_Falta 70 para completar!

Tenho algum problema com a edição da Globo que vão desde as cores dela até a tradução, passando pela divisão em 13 arcos que sempre achei estranha, apenas ela é dividida assim. No entanto, isto não inibe a minha vontade de ter cada único número na minha estante embalado individualmente. Sentimentos contraditórios, você vê por aqui.

Pesquisando a fundo sobre a divisão de Sandman especialmente para esta série de posts, cheguei à conclusão a Globo fez algo que eu não sou fã: a divisão em 13 arcos. Esta é uma divisão não oficial, baseada em uma classificação coletiva de algumas das históricas baseadas no seu eixo temático.

Em 2005 a Conrad publicou a segunda edição de Sandman, dividindo os 75 livros em 10 volumes. Apesar de não seguir a ordem de publicação, ela segue a divisão oficial e padrão.


Eu amo esta edição! Acho linda. É a que mais faz sentir, e, como contos árabes, Sandman se trata de sentir. Análogas a esta edição, estão as brochuras americanas feitas com aquele papel vagabundo e as edições definitivas americanas, que mantem o mesmo recoloramento. Não foi através desta edição que eu conheci Sandman, mas foi através dela que eu me apaixonei. A tradução dela é muito boa, realizada por Daniel Pelizzari, e eu, chato e rabugento profissional, sou terrivelmente exigente com este tipo de coisa. Eu busco erros.

A edição da Conrad é toda impressa em papel de foto e encadernada em capa dura. Linda. Simplesmente linda. Mil vezes linda. Cada número tem personalidade e beleza. Sentimento. Cuidado. Tamanho e peso perfeitos. Infelizmente a editora perdeu os direitos da série, porém o trabalho foi fantástico. Ainda é possível encontrar as edições, mas cada uma custa um rim e dois braços. Os números mais raros são Prelúdios e Noturnos e A Casa de Bonecas, mas A Estação das Brumas e Entes Queridos também conseguiram fugir de mim durante sete anos. Mas não vão conseguir fugir um oitavo. Ah, o número da Morte também é bem difícil de se encontrar hoje em dia.

Em 2008, a Pixel editou Prelúdios e Noturnos em capa mole e papel de foto e com um preço bem barato. Se não me engano, cada número custava 10 ou 15 reais. Foi através desta edição que conheci Sandman (mas não Gaiman), então ela tem um lugar no meu coração, apesar de seus problemas.



Há três problemas básicos com a edição da Pixel. Quais são eles?
  1. Ela dividiu Prelúdios e Noturnos em 2. Não alterou a ordem, só partiu mesmo. Posso até perdoar isto.
  2. Insulta um pouco a inteligência do leitor que nasceu antes dos anos 2000. Esta edição tem facilmente 40 notas explicando as referências feitas. Isto é ótimo para os leitores futuros, aqueles que cresceram com outros costumes cultural, mas se você tem mais de 15 anos, isto se provará maçante.
  3. Prelúdios foi o único número a ser editado pela Pixar. Depois disto, rien de rien.
A quarta edição brasileira é a "definitiva", que de definitivo só tem o preço. Obviamente inspirada na edição americana e mantendo a mesma faixa de preços, ela é uma decepção.
A edição definitiva americana é encadernada em couro, com um marcador de tecido costurado e uma slipcover. A edição definitiva brasileira tem capa dura. Só.

Tá, não tem só capa dura. Tem um peso e tamanho desconfortáveis para ler, acabamento mal feito e uma tradução muito, muito, muito ruim e que não respeita princípios básicos como alterar o mínimo possível nomes próprios. Pode parecer pouca coisa, mas chamar Morpheus de Morfeus é um pecado! Grave!

Quando Renato me devolver o vol. 3 tiro uma foto dos meus e coloco no lugar.
Enfim, aqui terminamos as apresentações, para quem não conhece a série, e a exposição do que pensamos sobre as edições já publicadas no Brasil, para quem já conhece a série. A partir de agora falaremos sobre o melhor de The Sandman, ou seja, seu conteúdo maravilhoso, delicioso, super hiper mega inspirador! Esperem muita rasgação de seda, paixão e juras de amor eterno pessoal \o/

Pandora
Rafael Castro

Logs

Cansei por hoje, já são 02:14 da madrugada, preciso dormir. E beber. Talvez seja melhor inverter a ordem.
Preciso reler também Sandman, mas acho que antes preciso achar meus Sandman.
Caso alguém resolva ler isto, esta quantidade absurda de aleatoriedade não é da Pandora, este texto vai ser escrito em conjunto com ela. Yep. Rafael e Pandora tentando não se pegar num texto.
Ou não.
02:16, estou fora.

Mais uma vez terei que interromper, compromisso.

Acho melhor dividir a série de posts em 4, esse como apresentação... complementei com minha parte, fiquei sem criatividade... você pode  mudar o texto completar... fazer suas colocações...

No final vou pedir para a Mi da uma revisada geral e dizer se da para compreender tudo ou ficou lacunas... O objetivo é fazer leitor se coçar para ler.

Cheros, te amo chatolino.

Fica feio confessar que eu adoro livros em paperback? Amo amo amo aquele papel vagabundo.
O tal do Daniel Pelizzari é bonitão. Lembra vagamente Mia Couto.

Escrevi bastante, cansei de falar mal da Vertigo.

Boa noite, chata
Beijo e bons sonhos
Também te amo

Eu acho que para a apresentação basta. Esse ciclo da série tá encerrado. Agora gostaria que você tirasse algumas fotos da sua coleção para ilustrar... Estou esperando Renato me devolver minha edição para fotografar a minha.

Rafa, proponho só começar a soltar os posts da série quando tivemos publicado ela, coloquei "sabe-se lá quantos posts" porque nós dois juntos escrevemos muitoooooooooooooooooooooooooo kkkk e acho que os posts não podem ser muito grandes!

Te amooooo
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Sobre Pandora

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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