1 lista com 4: Quatro vezes Felicidade [Música]


Certas músicas fazem parte da gente sem que a gente saiba. Músicas que a gente conhece, mesmo sem saber de onde. Não lembra de ter ouvido, mas se surpreende ao saber a letra. Só tive real certeza de que isso é possível quando, no primeiro show que vi de Renato Borghetti, ele tocava sua gaita ponto enquanto as poucos a voz começou a surgir timidamente do público e, quando dei por mim, eu cantava junto. Só depois relacionei os versos ao título da canção e seu autor: Felicidade, de Lupicínio Rodrigues. O nome do compositor gaúcho também é conhecido por todos, especialmente aqui no Rio Grande do Sul, mesmo que dificilmente o rádio toque uma gravação sua. Questões futebolísticas (é autor do hino do Grêmio) me fizeram memorizar seu nome, mas confesso que até hoje não parei para me aprofundar em sua obra - e me é vergonhoso admitir isso.  

Bom, a causa desse post é que, no meio da minha monografia (sobre biografias da Jovem Guarda) resolvi largar o livro sobre o Ronnie Von pra procurar um vídeo de seu programa, "Todo seu", que é transmitido pela TV Gazeta de São Paulo. De primeira fui pro programa com o Erasmo (com uma versão linda de "A carta"). Conversa vai, conversa vem, busca aqui, busca ali, resolvi resgatar o canal da Coqueiro Verde, selo de Erasmo que leva o nome da canção que fez pra sua esposa Narinha. Enfim, só falei tudo isso pra vocês verem como meu cérebro tem umas ruelas escuras que, em determinados momentos, ressurgem da maneira mais imprevisível possível. O que vale é que, no canal da Coqueiro Verde encontrei essa belezura (que, então, havia sido postado há três dias e não chegava a 150 visualizações):



Foi inevitável lembrar do Borghettinho e sua tradição de tocar essa canção sem que seja necessário pedir a participação do público. Tal como Asa Branca, de Luiz Gonzaga, a letra está na ponta da língua de todo mundo. 


E aí felicidade daqui, felicidade de lá, busca aqui e acolá, tive real dimensão da popularidade dessa música quando vi a variedade de artistas que a gravaram. São tantas, mas tantas que fica até difícil escolher, mas como minha proposta aqui são listar apenas quatro, me obriguei a escolher apenas mais duas. Paulinho Moska tinha que estar aqui. 


E como resistir a dar a vaga final para Maria Bethânia? Seria pecado musical severo, certo? Ainda mais com todo esse sentimento e leveza que só ela transmite...


Quem ficou de fora? Dominguinhos e Yamandú Costa (e isso me doeu profundamente); Almir Sater e Renato BorghettiCaetano Veloso; Gal Costa; Sérgio Reis; Adriana Calcanhotto... Ah, mas claro, Lupi não podia faltar nesse post. A lista com quatro versões está feita, mas não podemos ficar sem o próprio cantando seus versos mais famosos. 


E aí, qual a tua versão favorita?

Lupicínio Rodrigues nasceu e faleceu em Porto Alegre (16/09/1914 - 27/08/1974). Entre outros sucessos seus estão Vingança, Se acaso você chegasseJudiaria Foi assim

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Sobre Ana Seerig

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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13 comentários:

  1. Oi, Ana!
    Confesso que não conhecia a música e nem suas versões. Escutei e achei difícil escolher somente uma.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  2. Olá, Ana.
    Sou uma pessoa meio avessa a ouvir músicas. Mas gosto e muito das antigas. Não sei se é por isso até que não ouço muito mais. A qualidade caiu tanto que desanima. Perfeitas essas que você escolheu.

    Blog Prefácio

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  3. Oi Ana!
    Quanta música boa, hein! E tem gente que fala que música brasileira não presta... Essas pessoas devem estar ouvindo os "músicos" errados.

    Beijos,
    Sora - Meu Jardim de Livros

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  4. Oi Ana,
    Um post cheio de felicidade!
    Não conhecia algumas músicas.
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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  5. Esse foi um post gostoso de ler e de ouvir. Amei! Não sabia que o Lupicínio era gaúcho, mais um gaúcho que amo há muito tempo!

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  6. Oi Ana Seerig, você sempre trazendo preciosidades para nós. Essa música está também na minha história musical como um destaque pois, foi a primeira música que aprendi a tocar no violão. Mas antes disso, muito antes, eu já a adorava desde que a escutei num filme antigo a que assisti - Orfeu negro, no qual Agostinho dos Santos a canta divinamente e é ele o meu intperprete preferido para esta canção. Respondendo à sua pergunta, dos apresentados por você, Bethania é, de longe, a melhor. Adorei o post. E também não sabia que Lupicínio era gaúcho.

    Sou Alberto Valença do blog Verdades de um Ser e colaborador do Meu pequeno vício e Depois da sessão de cinema. Agora criei também um blog de viagens - O seu companheiro de viagem.

    Verdades de um Ser
    O seu companheiro de viagem

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  7. oi! interessa o assunto do post... Eu não conhecia o autor a musica até ouvi em algum momento, mas me lembro muito vagamente por não ser o tipo de musica que as pessoas ouvem no meu circulo de amizade e familia. Gostei das versões.

    Beijos
    Estilhaçando Livros
    Tem sorteio no Cantar em Verso valendo box dos Jogos Vorazes.

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  8. Oi Ana,
    Que bacana a ideia do post, tanta música brazuca que a gente pensa que é de um artista, mas ela tem uma baita bagagem de regravações. Tem uma versão que tocava numa novela, mas não lembro qual e quem kkk acho que é do Almir.
    Gostei e boa sorte na sua monografia.

    tenha uma ótima semana :D
    Nana - Obsession Valley

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  9. Olá, Ana.
    Amei essa expansão do blog. Trazer temas tão diferentes e interessantes, como a música que possui a nossa cara, sem dúvida, é um grande diferencial.
    Amei a sua seleção.

    Desbravador de Mundos - Participe do top comentarista de maio. Serão três vencedores!

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  10. Ana Seerig, que judiaria...cantaria Lupicínio. Lindo, absolutamente lindo esse texto. E como cada interpretação faz a canção ganhar um novo significado. E eu estou aqui, parada, pensando sobre como Lupicínio foi e sempre será magistral.

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  11. Linda,linda, seja na voz e no instrumento que for. Betânia sabe dar vida à letra. Amei. E fico pensando que o mundo tem jeito, se ainda há Anas nele...Beijo.

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  12. Linda,linda, seja na voz e no instrumento que for. Betânia sabe dar vida à letra. Amei. E fico pensando que o mundo tem jeito, se ainda há Anas nele...Beijo.

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