Alguém como eu [Resenha do Filme]


Alguém como eu é uma comédia romântica do diretor Leonel Vieira, resultado de uma parceria Portugal e Brasil e conta com Paolla Oliveira, Ricardo Pereira e Júlia Rabello no elenco.

Helena (Paolla Oliveira) é uma mulher linda e bem-sucedida, mora numa casa grande e bonita, tem amigos, mas se sente vazia. Cansada de levar vários bolos do namorado que nunca aparece, a protagonista resolve aceitar uma proposta de emprego e se muda para Portugal. Lá, Helena conhece Alexandre (Ricardo Pereira), advogado e a atração entre os dois é quase imediata. Os dois se apaixonam, vivem juntos, até que Helena começa a se sentir novamente vazia, cansada do relacionamento que caiu na rotina e deseja que o namorado fosse alguém como ela. Deus parece escutar a protagonista e Alex começa a se comportar como uma mulher e Helena passa a vê-lo como tal.

Como a própria personagem se descreve, Helena é mimada e busca no outro a parte que falta na sua vida e nunca se sente satisfeita com nada. Quando Alex começa a aparecer como mulher, Helena também reclama e não se satisfaz e começa a sentir falta do namorado como era antes. 


O longa tem uma proposta interessante, ao nos mostrar uma mulher insegura, insatisfeita e que projeta a felicidade sempre no companheiro que nunca consegue alcançar suas expectativas. O tema da convivência é bem explorado e vemos um Alex tentando de diversas formas manter o relacionamento e a química do casal é ótima. Várias cenas de Alex como mulher são bem divertidas.

Apesar de Helena passar aos poucos por uma transformação, a protagonista não tem muito carisma. É difícil gostar de alguém que tem tudo e ainda assim reclama da vida. Já Alex mesmo mostrando sinais de desgaste no relacionamento, acabou ganhando minha empatia, bem como Julia, da sempre excelente Júlia Rabello. Paolla Oliveira parece bem contida na atuação, um pouco "travada", mas de modo geral se sai bem na comédia. Já Ricardo Pereira se mostra mais confortável no longa.


Alguém como eu tem uma boa ambientação nos mostrando cenas no Rio de Janeiro e partes de Portugal, abordando aspectos da cultura dos dois países, o que foi bem positivo. No entanto, infelizmente, o filme não tem um roteiro forte, preciso, possui alguns cortes e saltos em determinados momentos que seria importante abordar. Algumas questões como a visão de Alex mulher por parte de Helena acaba não sendo exploradas de modo satisfatório, mas é um filme despretensioso, que a gente dá boas risadas e apesar da personalidade da protagonista, acabamos torcendo pelo final feliz.

Trailer:


FICHA TÉCNICA

Título: Alguém como eu
Diretor: Leonel Vieira
Data de lançamento: 24 de maio de 2018.
Nota: 3/5

Michele Lima
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Sobre O Que Tem Na Nossa Estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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8 comentários:

  1. Não sou de assistir muitos filmes brasileiros, mas amei o elenco desse. Amei a dica!

    www.kailagarcia.com

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  2. Parece ser mais do mesmo que o cinema nacional tem produzido faz anos!

    https://clebereldridge.blogspot.com.br/

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  3. Oi, Mi!
    Gente, muito plot de chick lit que vemos por aí hahahah
    Beijos
    Balaio de Babados

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  4. Oie Mi =)

    Não conhecia o filme, mas me pareceu aquele tipo de clichê da Sessão da Tarde. Confesso que assisto pouco cinema nacional, mas quem sabe eu acabe dando uma chance ^^

    Beijos;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

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  5. Oi, Mi! Tudo bom?
    Socorro que esse plot parece o suprassumo de clichê de tudo que já passou na Globo/nas minhas leituras de comédia romântica :P
    So far não me interessei muito pra assistir, mas quem sabe quando sair em DVD.

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    www.queriaestarlendo.com.br

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  6. Oi, Mi

    Nossa, quando esse filme foi gravado? Olha a carinha da Paola e do Ricardo! Hahahahaha
    A proposta é batida, mas curti o trailer. Acho que veria sim!

    Beijocas
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  7. Oi Michele.
    Eu quase não tenho assistido filmes ultimamente. Apesar de gostar de filmes brasileiros, percebo a falta de tato para escrever histórias curtas. As novelas que são mais longas são melhores trabalhadas. Pela sua resenha, percebo que foi exatamente isso que aconteceu. O tempo foi curto e não houve evolução. Não sei se leria.
    Beijos.

    Blog: Fantástica Ficção

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  8. Michele, não conhecia o filme! E apesar de não ser meu gênero preferido, acho que vale a pena assistir!

    Beijo!
    Cores do Vício

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