Whitney, meu amor [Resenha Literária]


Whitney, meu amor é o segundo livro da Dinastia Westmoreland, mas não é preciso ler o primeiro, Um reino de sonhos, para ler este volume, uma vez que as histórias são completamente diferentes. A única coisa que pode acontecer é você se viciar na narrativa da autora e querer ler todos os livros dela, como foi o meu caso.

No entanto, já aviso logo que o protagonista da história não é um homem fácil de ter empatia, mas que ao contrário dele, Whitney tem todo o carisma necessário, carregando toda a trama. E Judith McNaught soube muito bem nos envolver em toda a história, ainda que a gente questiona bastante as atitudes de Clayton.

A trama começa com Whitey jovem, completamente inconsequente, obcecada em se casar com Paul, alguns anos mais velho do que ela. O pai da protagonista, cansado de não conseguir transformá-la numa dama, deixa sua educação nas mãos de Lorde e Lady Gilbert. E assim, Whitney passa a viver na França, onde sua tia Anne a entende perfeitamente e a ajuda a se tornar uma jovem mais madura, sem perder sua personalidade que é bastante forte. Nos tempos em Paris, a protagonista conquista todos a seu redor, inclusive o amigo Nick, por quem eu torci bastante para que se tornar par da protagonista. No entanto, um terceiro pretendente entra na história, causando uma grande reviravolta e o pobre Nick é até esquecido no enredo.


O duque Clayton Westmoreland se apaixona a distância por Whitney e combina seu noivado com o pai da garota. No entanto, ele arma todo um plano para conseguir conquistar seu amor, uma ideia audaciosa e cheia de mentiras. E para deixar tudo ainda mais complicado, Whitney continua obcecada por Paul e o rapaz agora consegue enxergar a mulher que a protagonista sempre foi. 

O livro é praticamente dividido em três partes: a juventude de Whitney na Inglaterra, sua vida em Paris e seu retorno, sendo esta parte a maior do livro, com bastante surpresas. Judith McNaught consegue detalhar os ambientes sem deixar nada tedioso e trabalha com bastante profundidade na personalidade de Whitney. É evidente sua evolução na trama e assim, mesmo que as atitudes de Clayton sejam totalmente questionáveis, ainda que evidente seu amor pela protagonista, a trama se sustenta sozinha com Whitney.


Teimosa, desobediente, carismática, impulsiva e também bondosa, Whitney sofre bastante ao longo da trama, principalmente porque seu relacionamento com o pai é dos piores possíveis. E a protagonista não se rende facilmente aos caprichos de ninguém e com o tempo amadureceu a ponto de entender o amor. Whitney também sofre preconceito com uma sociedade machista que a julga constantemente e os seus pretendentes não escapam desse infeliz pensamento. Entretanto, Nick e Clayton em boa parte da narrativa se encantam com Whitney pelo o que ela é, e não tentam mudá-la.

O romance de época de Judith McNaught é muito bem escrito, rico em diálogos, com personagens complexos e que vão evoluindo ao longo da história, principalmente Whitney. É um tipo de livro que nos faz torcer pela protagonista, com um romance explosivo, forte e um tanto viciante.


Realmente espero que o Grupo Editorial Record publique mais livros da autora.

FICHA TÉCNICA

Título: Whitney, meu amor - Dinastia Westmoreland #2
Autora: Judith McNaught
Nota: 5/5
Onde Comprar: Amazon

 

Michele Lima
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Sobre O Que Tem Na Nossa Estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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9 comentários:

  1. Oi Michele,
    Tenho curiosidade em ler esse livro, em vista que é um dos mais recomendados da autora.
    Mas, que tanto de pretendentes! Quem dera se na minha horta chovesse assim HAHAHA
    Bem Deus me livre, mas quem me dera.

    até mais,
    Nana - Canto Cultzíneo

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  2. Oi, Mi! Tudo bom?
    Infelizmente tive um mal começo com os livros da Judith, ai prefiro nem me arriscar mais. O anterior dela dessa série foi um martírio pra mim, vou evitar UHASUHASUHUHASUHAS

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    www.queriaestarlendo.com.br

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  3. Oi, Mi

    Olha, você falou que achava que eu não iria curtir esse. Se for por conta do Clayton não seria um problema, pois de mocinhos com atitudes questionáveis os romances de época estão cheios! Hahahaha

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  4. Oi, Mi
    Só li uma vez um livro da Judith mas não lembro bem a história, só sei que gostei bastante. Esse livro já estava na lista, espero poder ler logo. Não curto muito triângulo amoroso, mas nunca vi isso num romance de época, tô curiosa.
    Beijos
    http://www.suddenlythings.com/

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    Respostas
    1. Oi Mi, não chega a ser um triângulo não, vai por mim rsrsrs

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  5. Amei sua resenha sobre esse livro, gosto muito de histórias desse gênero. Muito bom saber que essa vale a pena! Já anotei a dica.

    www.kailagarcia.com

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  6. Oi Mi, tudo bem? Ainda não li nada da Judith, aliás não conhecia a autora até pouco tempo atrás quando comecei a ver o primeiro livro em publicações, mas pretendo algum dia. Não sei se essa história seria a melhor para começar, porque já tem dois elementos que poderiam me fazer não gostar da trama: triângulo amoroso (ou mais do que triângulo, nesse caso) e um protagonista difícil de gostar. Apesar disso, gostei das outras qualidades que pontuou sobre o livro e, além disso, a capa é tão delicada, acho linda.
    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

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  7. Nunca mais tinha lido romance de época, tô querendo muito.
    No momento, vou começar a ler "O Duque e Eu" espero gostar.
    Falou leitura viciante, já quero!
    Não conhecia essa autora e não entendi por que o nome dela é maior que o título do livro, me confundi fácil.

    Confesso que não li algumas partes da resenha, porque não gosto de saber muitos detalhes, vejo mais o início e sua opinião final, se vale à pena ou não. Desse livro, fiquei animada!

    xero
    https://leayasnaya.blogspot.com/

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