Máquinas Mortais [Resenha Literária]


Tom Natsworthy (Robert Sheehan), é um historiador aprendiz de terceira classe e um dia, durante a visita do seu ídolo Valentine (Hugo Weaving) e sua filha, acaba caindo de Londres junto com a jovem assassina Hester Shaw (Hera Hilmar). No campo de caça o protagonista descobre os motivos de Hester para matar Valentine e juntos enfrentam um grande jornada, Tom querendo voltar para Londres e Hester querendo vingança. Os dois acabam descobrindo uma trama cheia de conspiração em uma ambientação muito boa que nos faz lembrar Mad Max, com direito à guerreiros que perdem suas memórias e viram máquinas de destruição, no maior estilo Robocop do mal. O mundo não tem mais a tecnologia de antes, DVDs são sucatas inutilizáveis, pessoas passam fome, com poucos recursos naturais e quase nenhum tecnológico como de hoje. Enquanto os engenheiros tentam fazer com que as cidades sobrevivam, os historiadores apreciam cada relíquia da era antiga que encontram. 

Hester é uma garota forte e dura, sem muitas esperanças depois de perder os pais e por isso, odeia Valentine que guarda muitos segredos com o prefeito de Londres, o maior deles uma arma capaz de destruir grandes cidades. A garota tem uma cicatriz por isso cobre o rosto sempre com um cachecol. A protagonista viveu boa parte da vida com um Ressuscitado, Shrike, um guerreiro que antes era humano e teve suas memórias apagadas e parte do corpo ligado à máquinas. No entanto, agora Shrike quer matar Hester para que ela possa se tornar igual a ele.


Ao passar por muitos problemas ao lado de Tom, a protagonista acaba se aproximando bastante e existe uma boa evolução da personagem. Tom também evolui apesar de demorar muito pra deixar a parte ingênua de lado. Valentine é seu herói e com isso o personagem defende com unhas e dentes as cidades de tração, mais por desconhecimento do que qualquer outra coisa.

Ao longo da jornada de Hester e Tom vamos descobrindo que Valentine e o prefeito de Londres têm ambições políticas que podem instaurar uma nova guerra e destruir novamente a civilização. Temos a liga Anti-tração que por meio de Anna Fang ajuda bastante os personagens a escaparem de diversos problemas, como serem escravos e ser mortos por um grupo de piratas. Anna é uma personagem incrível, uma verdadeira guerreira! Destaque também para Bevis e Katherine, filha de Valentine. Os dois em Londres vão também desvendando as tramas políticas e montando o quebra-cabeças do passado de Hester e Valentine. Confesso, inclusive, que gostei mais de Bevis do que de Tom.


O livro tem bastante ação, com um ritmo rápido, mas um ótimo espaço para conspirações e tramas políticas. O universo criado por Philip Reeve é incrível e confesso que tive um pouco de dificuldade de imaginar muita coisa descrita, mas o filme acabou me ajudando bastante. Muitos cenários diferentes e o estilo steampunk me agradou bastante. A escrita do autor é fácil, fluida, envolvente e quando a gente menos percebe o livro acabou, com mortes brutais e ficamos na vontade de ler mais. A série tem quatro volumes!

Máquinas Mortais é uma fantasia com personagens jovens, mas uma trama adulta que envolve política, tecnologia e ambições humanas. Os protagonistas são bem cativante em um mundo que dá vontade de explorar mais e mais.

FICHA TÉCNICA

Título: Máquinas Mortais
Autor: Philip Reeve
Nota: 5/5
Onde Comprar: Amazon

 

Michele Lima
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Sobre O Que Tem Na Nossa Estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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8 comentários:

  1. Oiii Mi tudo bom?

    Eu me surpreendi com esse livro, li bem rápido e achei a ambientação bem bacana, diferente de tudo o que já li, gostei bastante. O Tom no começo era inocente demais, mas com o passar dos capítulos ele evolui e passei a gostar dele e da parceria com a Hester, apesar de não estar morrendo de curiosidade pelos próximos, no geral achei uma leitura muito boa, até porque foi meu primeiro steampunk.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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  2. Esse não é o tipo de livro que eu costumo ler, mas eu achei o enredo muito interessante. Gostaria muito de dar uma chance sim.
    Mil Beijos!
    https://pensamentosdeumageminiana.blogspot.com/2019/01/dica-de-serie-one-day-at-time.html

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  3. Esses cenários para mim com certeza devem ser complicados de imaginar.. quando é muito complexo.. mas parece ser uma fantasia muito boa!

    www.vivendosentimentos.com.br

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  4. Confesso que se não tivesse lido sua resenha, provavelmente nem conheceria ou teria curiosidade para ler esse livro. Ele foge completamente do que gosto de ler, mas acredita que fiquei bem entusiasmada para explora-lo?

    www.kailagarcia.com

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  5. Como assim eu nunca tinha ouvido falar desse livro? Tampouco do filme. Mas achei bastante interessante, é uma coisa que me agrada bastante envolver tramas políticas nessas ficções, acho bastante chamativo. Sem dúvidas vai entrar para minha lista de leituras.

    ps. assim como você, as vezes tenho dificuldade de imaginar algumas cenas escritas pelos os autores, umas vezes pela complexidade mas na maioria das vezes por falta de descrição por parte da escrita mesmo.

    www.estupefaca.com.br

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  6. Oie, tudo bem?
    Infelizmente não é meu tipo de leitura preferida... mas curti o post, ótima resenha!
    Blog Entrelinhas

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  7. Oi Mi! Este livro está na minha lista, parece ter uma história empolgante e eu adoro o gênero, não encontro muitos livros deste estilo aqui. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  8. Fiquei bastante interessada no filme e consequentemente no livro... Mas estou dando um tempo dessas sagas literárias e focando mais em literatura clássica. Mas um dia pretendo pegar e ler =D
    Adorei a resenha, pelo jeito o livro é muito bom =D

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