Do Fundo da Estante: A bolha assassina [Nostalgia]


Mais do que nunca em sua história, Hollywood vive ou de remakes, ou de reboots ou transformando um filme icônico em série de TV que raramente passa da primeira ou segunda temporada. Os exemplos são tantos que o espaço aqui é pequeno pra tantos nomes - sem contar os filmes estrangeiros que fazem sucesso e que os norte americanos preferem ver refilmados e em seu idioma natal por preguiça de lerem as legendas...

No caso deste remake de A Bolha (1958), o diretor Chucky Russell conseguiu um verdadeiro milagre: superou e muito a antiga versão, acrescentando doses de terror que faziam muita falta. Se parte do "charme" do cinema da antiga Hollywood se perdeu, A Bolha Assassina compensa com um horror gráfico, bem gore, que impactou as plateias que aguardavam um novo trabalho do diretor que havia feito sua estréia em 1987 no ótimo A Hora do Pesadelo 3 - Os Guerreiros dos Sonhos.

A mistura de terror e ficção científica já existia em Alien (1979) e O Enigma de Outro Mundo (1982), dois clássicos indiscutíveis que fizeram escola. Ainda que A Bolha Assassina atualize a versão antiga bebendo na fonte desses dois filmes mais recentes da época, não dá pra desmerecer suas várias qualidades. O ótimo trabalho de maquiagem e os efeitos práticos/trucagens, dão veracidade a devastadora gosma alienígena que, oriunda do espaço, cai aqui na Terra em busca de humanos pra se alimentar.


Não há também como exigir coerência alguma do roteiro, já que se trata de um filme completamente nonsense, onde uma penca de absurdos pode acontecer - e acontece.

Enquanto Alien e O Enigma são sérios na abordagem e permanece por horas, talvez dias, em nossas mentes, A Bolha Assassina é um trash despretensioso da melhor qualidade e quer apenas divertir e assustar.

Não é por acaso que o diretor Chucky Russell dirigiu seis anos depois o impagável O Máskara (1994), com o não menos impagável Jim Carrey.


Seu talento ao conduzir a gosma espacial mortífera em várias cenas memoráveis, lhe valeu o convite para comandar o físico de borracha de Carrey e entrar de vez no cinema de humor, colorido e cartunesco.

É lamentável que logo em seguida, Russell tenha feito as bombas Queima de Arquivo (1996), A Filha da Luz (2000) e Escorpião Rei (2002), jogando sua promissora carreira praticamente na lata do lixo.

A Bolha Assassina é recomendado pra assistir com a galera reunida, em meio a baldes de pipoca, risos e gritos - e depois irão tirar na sorte o escolhido para lavar a louça rs

FICHA TÉCNICA

Título: A bolha assassina
Título original: The Blob
Diretor: Chuck Russell
Data de lançamento no Brasil: 8 de fevereiro de 1989
Nota 4/5

Italo Morelli Jr.
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Sobre O que tem na nossa estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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7 comentários:

  1. Confesso que não é o estilo de filme que gosto de ver, mas anotei a dica, porque pelo que você disse, ele é muito bom!

    https://www.kailagarcia.com

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  2. Menino, realmente não tem como levar a sério um filme com um título desses hahahhaha
    Beijos
    Balaio de Babados

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  3. Com certeza esse não é pra mim não, terror passo longe hehehe

    www.vivendosentimentos.com.br

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  4. Eu assisti todos os filmes que você citou na resenha e as bombas do diretor menos esse filme, acredita? Acho que passou da hora. Irei procurar e atualizar minha listinha de filmes trash.

    Beijos,
    Leia Pop

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  5. Oi Italo,
    Acredita que eu não conhecia esse filme?
    Para a época, gostei dos efeitos e acho que é perfeito para ver em turma mesmo!
    beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com

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  6. Não conhecia a versão original nem esse remake. Parece ser interessante.
    Boa semana!

    Jovem Jornalista
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    O blog JOVEM JORNALISTA está em HIATUS DE INVERNO, de 20 de julho à 29 de agosto. Mas republiquei um post. Nesse período comentaremos nos blogs amigos.

    Até mais, Emerson Garcia

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  7. Baita resenha!Bah Curti muito.Um dos filmes que marcou minha infância.Só conheço o remake e ainda me lembro de algumas partes e do GORE!
    Obrigado.

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