BTK Profile: Máscara da Maldade [Resenha Literária]


Por 30 anos Dennis Rader matou, estuprou e torturou mulheres, homens e crianças, enquanto a comunidade de onde morava em Wichita, Kansas, acreditava que ele era uma pessoa boa, bom vizinho, marido devoto, respeitado presidente da congregação de uma igreja local.

Rader ficou conhecido por sua assinatura BTK — bind, torture, kills e se vangloriava na mídia por iludir a polícia. Era o típico serial killer que gostava de falar sobre suas façanhas, mandou a primeira carta ao jornal Wichita Eagle em 1974, detalhando o assassinato ao casal Otero. Anos depois, um chefe de polícia de Wichita pediu ajuda ao jornal para criar uma armadilha para o assassino e em 2004 BTK anunciou seu aparecimento. Foi induzido a cometer um erro e foi capturado em 2005.

Os jornalistas do jornal documentaram todo o julgamento e postaram na internet para que todo mundo tivesse acesso à informação. De 2004 a 2006 Eagle postou mais de 800 artigos sobre o caso, o que gerou repercussão e vários prêmios jornalísticos. A imagem da estranha máscara feita de plástico, na qual o assassino pintou lábios, cílios e sobrancelhas se tornou icônica entre as evidências do caso e é capa do livro desta edição. E o livro é mais do que reconstrução do caso, que foi difícil de ser resolvido, possui diálogos baseados nas recordações dos envolvidos, das cartas do assassino, dos relatos dos policiais e inclusive de um retrato bem detalhado do jogo e gato e rato entre Rader e o tenente Landwehr.


A reconstrução dos casos tem um tom ficcional, a narrativa nos coloca no ponto de vista tanto do assassino quanto dos policiais e até das vítimas e familiares, tudo baseados nos depoimentos. Landwehr não acompanhou os casos desde o início e o livro nos mostra que muitos erros nas investigações foram cometidos, como policiais atrapalhando as cenas do crime, além da limitação tecnológica na época.

Rader era uma assassino vaidoso, ficava com raiva se não recebia os créditos, gostava de se gabar para polícia e para a mídia. Inclusive, foi com um carta para a imprensa em que relatava seus sete primeiros crimes que a polícia começou a tratá-lo como assassino em série, algo não muito comum e o FBI estava apenas começando a estudar casos do tipo. Além da pouca informação na época, BTK dava pausas longas em seus crimes, já que era casado, trabalhava e se ocupada com os filhos, o que dificultou ainda mais a investigação. Depois quando todos ficaram sabendo que havia um serial killer em Wichita o pânico tomou conta dos moradores por um longo período, o que também atrapalhou a polícia, já que passaram a receber diversas pistas e nenhuma de fato os levou ao assassino. Sem contar aqueles acusados injustamente de serem o BTK.


Depois de longos anos sumido em que a polícia se ocupou com outros crimes, o BTK volta com outra carta para o jornal de Wichita e reacende a investigação sobre seu caso. A tentativa de achar o assassino que se comunicava com a mídia e os detetives, cada vez mais começa a ficar intensa e cria uma enorme tensão na narrativa. Até que os erros de Rader não passam despercebidos devido a uma enorme força-tarefa da polícia. 

O que mais achei interessante nesta edição, além da reconstrução dos fatos, foi nos mostrarem o quanto o Rader afetou a família das vítimas e a carreira dos policiais, inclusive no lado pessoal deles também. Landwehr tinha medo do assassino ir atrás da sua família e seu filho começou a ter pesadelos sobre o BTK. Durante o ano final de investigação, o detetive se mostrava abatido e cansado. 


Os capítulos finais geram uma enorme ansiedade, assim como todo livro de suspense policial, li rapidamente querendo saber os detalhes da prisão de Rader! É um obra bem completa, com a edição cheia detalhes da DarkSide® Books!

FICHA TÉCNICA

Título: BTK Profile: Máscara da Maldade
Autores: Roy Wenzl, Tim Potter, Hurst Laviana, Laura L. Kelly 
Nota: 5/5
Onde Comprar: Amazon


 
Michele Lima
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Sobre O que tem na nossa estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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5 comentários:

  1. Essa capa está fantástica, nunca vi um livro com uma capa assim. A história também me chamou muita atenção! ❤

    https://www.kailagarcia.com

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  2. Oi, Mi

    Ahhhh, agora entendi o BTK. Rs
    Nunca tinha ouvido falar nesse serial killer... bem tenso.

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  3. Olá, Michele.
    Eu já queria ler esse livro por causa dessa capa maravilhosa. Mas estava receosa porque não me dou bem com livros de histórias reais. Mas agora então lendo sua resenha tenho certeza de que vou gostar. Assim que aparecer alguma promoção vou comprar ele.

    Prefácio

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  4. A primeira vez que vi essa capa, eu juro que imaginava um romance ou um livro mais bizarro porém ficcional e não algo que focava em um serial killer que realmente existiu. Eu to doida para ler essa obra tem tempo e imagino que eu vá amar.

    Abraço,
    Parágrafo Cult

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  5. Oi Mi!
    Eu nao ne chego muito em livros nessa vibe, como disse no insta, massss, ainda sim, nao da pra negar que eles tao realmente conquistando um baita espaço. Aja serial killer pra reviver KKKKK. Pelo menos foi uma leitura que te deixou vidrada do começo ao fim.

    Abraços
    Emerson
    http://territoriogeeknerd.blogspot.com/

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