A Babá: Rainha da Morte [Resenha do Filme]


Eu gostei do filme A babá por ser trash, um tanto gore e as bizarrices do longa me fizeram rir, mas confesso que já tinha esquecido do filme até ver que a Netflix estreou o segundo: A babá: Rainha da morte. E quem não viu o primeiro (CLIQUE AQUI) vai conseguir entender o segundo devido a tantas referências que o longa faz à primeira história. 

Cole (Judah Lewis) tinha 14 anos, uma queda por sua babá Bee (Samara Weaving), mas descobre que sua protetora fazia parte de um grupo que matava pessoas para um culto. O protagonista consegue escapar dos amigos malucos da babá e do seu namorado psicótico jogador de futebol, Max (Robbie Amell), mas não consegue explicar nada para polícia. Assim, Cole que já sofria bullying na escola, anos depois dos acontecimentos passa a sofrer ainda mais. Pior, sua amiga Melanie (Emily Alyn Lind) arruma um namorado popular, deixando ainda mais sozinho.


Devo dizer que no lugar do Cole eu teria duvidado da minha memória com todo mundo dizendo que ele inventava as coisas. Mas Cole resiste a sua versão, persiste na história do culto e apesar de ainda ser bem medroso, tem uma boa evolução em relação ao primeiro filme. Destaque para os pais que querem internar Cole e o pai de Melanie, mais preocupado com o carro do que com a filha. E ainda temos Phoebe (excelente Jenna Ortega), novata na escola que acaba entrando em toda confusão com Cole.

Confesso que quando a ação começou a acontecer eu ri demais. As cenas continuam bizarras, sangue jorrando na tela, diálogos toscos, uma comédia que finge ser terror, só que um nível abaixo do que foi em A babá. A cena de luta entre Melanie e Phoebe conseguiu ser o auge da bizarrice nesse filme. 

Um dos pontos fortes do primeiro longa era que claramente não tinha um super produção, era tudo muito tosco, parecia que usavam ketchup em algumas cenas, agora a produção tenta ficar um pouco melhor, mas não o suficiente para fazer do filme um espetáculo. Acredito que toda a vibe dos anos 80 é muito bem explorada, os novos personagens também, mas o terror trash pede uma produção mais despretensiosa e que combinaria mais com a história maluca que nos apresenta.


O roteiro continua apresentando situações convenientes mais até do que foi no primeiro filme e a Bella Thorne continua tendo um destaque muito pequeno, o que é uma pena, mas Robbie Amell é sensacional no seu papel de psicopata assassino!

Enfim, A Babá: Rainha Morte não tem o mesmo impacto que o primeiro filme, mas continua sendo um longa para não ser levado a sério, é engraçado, os diálogos são bem ruins, tem cenas exageradas de sangue, gritos, situações clichês e até mesmo algumas surpresas. E talvez a rápida cena pós-crédito indique uma continuação. 

Trailer: 


FICHA TÉCNICA

Título: A Babá: Rainha da Morte
Título Original: The Babysitter: Killer Queen
Direção: McG
Data de Lançamento no Brasil: 10 de setembro de 2020
Nota: 3/5
Netflix
Michele Lima
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Sobre O que tem na nossa estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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4 comentários:

  1. Oi, Mi
    Acho até que a capa do filme tem um estilo meio tosco, na verdade foi isso o que eu pensei quando comecei a ler a resenha hahaha acho que pra curtir um dia eu assista, mas não é uma prioridade, ainda mais agora que estou morrendo de preguiça de filmes.
    Beijo!
    http://www.capitulotreze.com.br/?m=1

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  2. Olá, Michele.
    Eu até gosto desse tipo de filme, prefiro esses do que os de terror de verdade hehe. Mas como não assisti o primeiro não sei se vou assistir.

    Prefácio

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  3. Boas risadas,alguns rostos conhecidos da internet gringa, aquele tipo de filme que tu vê uma vez e esquece kkk o incrível é que se tiver o 3 eu verei para rir de novo kk

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  4. Eu imaginava uma espécie de filme totalmente diferente. Sua resenha me esclareceu muitas coisas.

    Bom fim de semana!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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