O legado de Júpiter [Crítica da série]


A primeira coisa que deve ser dito sobre O legado de Júpiter é que não tem nada a ver com The Boys, entendo as possíveis comparações por serem séries de heróis fora do universo Marvel e DC, mas é só isso que elas têm em comum mesmo. Aliás, se a pessoa for na expectativa de encontrar minimamente algo da série do Prime Vídeo ficará bem decepcionada.

Em O legado de Júpiter, vamos acompanhar a família de Sheldon (Josh Duhamel) em que o líder Utópico enfrenta dificuldade com os filhos que herdaram seus poderes e com a dificuldade de manter o Código de heróis que não permite matar, não importa a situação. E cada vez mais as coisas se complicam, os vilões cada vez mais fortes e a nova geração de heróis parece mais enfraquecida.

Por meio de flashbacks a série nos mostra aos poucos como os membros da União conseguiram seus poderes e por que Sheldon se tornou Utópico e o líder de todos. Particularmente achei a história do passado dos heróis bem mais interessante que o momento presente em que o foco por vezes fica nos filhos. Brandon (Andrew Horton) é inseguro e busca constantemente a aprovação do pai, Utópico. Já sua irmã, Chloe (Elena Kampouris) é uma garota chata e revoltada porque o pai sempre deu mais atenção à função de herói do que qualquer outra coisa. Temos também a Lady Liberdade (Leslie Bibb), esposa de Utópico e pelo passado dela esperava mais força no momento presente, já Adam (Ben Daniels) me pareceu um bom personagem desde o início, mas é no final que ele tem um plot twist bem interessante que pode surpreender bastante. Outro personagem que chama atenção é George (Matt Lanter) que se torna o SkyFox, antes heróis, agora um vilão e seu filho Hutch (Ian Quinlan) apesar de não ter poderes têm um artefato que consegue transportá-lo para qualquer lugar.


Como não li os quadrinhos, achei tudo uma novidade e não posso fazer comparações, mas a trama é focada no drama familiar e os personagens são interessantes. No entanto, alguns plot não ficam bem desenvolvidos como todo o grupo de Hutch e seu relacionamento com Chloe e se a série enrola tanto para terminar justamente no melhor momento, poderia ter abordado melhor algumas histórias.

Na parte visual os uniformes realmente parecem da década de 30 onde tudo começa, mesmo a nova geração não apresenta figurinos que chamam atenção, em alguns momentos os efeitos visuais também não colaboram. Por outro lado o elenco é ótimo, destaque para Ben Daniels excelente como Adam!


Talvez por ter lido tantas críticas negativas em relação à série, minha expectativas estavam em baixa, no final das contas acabou me agradando principalmente pelo suspense criado em torno das supostas alucinações de Sheldon, o plot que envolve a ilha me prendeu bastante.

O legado de Júpiter está longe de ser uma incrível série de heróis, mas não é totalmente ruim e termina com um ótimo gancho para uma segunda temporada.

Michele Lima
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Sobre O que tem na nossa estante

É amante de livros, filmes, séries e adora uma boa música. Escreve para O Que Tem Na Nossa Estante.

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3 comentários:

  1. Oi Mi! Você é a primeira que vejo curtindo algo na série, eu só vi comentários negativos e desanimei para conferir. Quem sabe uma hora dessas eu acabe dando uma chance. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  2. Oi, Mi
    Só pela capa do pôster eu já achei meio bleh KKKK Ultimamente não estou assistindo nem filmes, quanto mais séries. Mas eu anotei a dica para quando precisar de algo diferente das coisas que ando vendo.
    Beijo!
    https://capitulotreze.com.br/

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  3. Oi, Mi! Tudo bom?
    Eu estava com muita vontade de ver, pelo trailer e pela obra que ela adapta, mas depois de todas as críticas a vontade esfriou e sumiu USAHUSAUHSAUHSUHA se for renovada, eu tento assistir. Por enquanto, vou deixar ali quietinha.

    Beijos, Nizz.
    www.queriaestarlendo.com.br

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